Ao sabor da pena...

 

Para pensarmos em conjunto, estamos abertos aos seus comentários por e-mail

 


 

Brevemente voltaremos aos nossos apontamentos...

 

 

Porque vou ao Centro Espírita?

Porque sou espírita?

 

Questões que devem motivar uma reflexão séria.

 

Vir ao centro espírita, não pode ser um ritual de busca, daquilo que apenas a nós compete criar, transferindo para o centro a responsabilidade da tarefa.

Aquilo que necessitamos, ou que nos atormenta, muitas vezes está ao alcance das nossas mãos, basta um pouco de esforço.

Pode parecer dura a afirmação, mas é a pura realidade!

Não há religião alguma, que se possa substituir ao nosso próprio trabalho evolutivo e de aprimoramento. A religião é um caminho, é uma ajuda, é o queijado em que nos apoiamos, para suportar o cansaço do caminho que temos que percorrer.

A religião dá-nos a força que necessitamos para vencer; a responsabilidade do nosso trabalho é intransferível, temos que ser nós os primeiros a comparecer ao trabalho e depois o céu virá em nosso auxílio, por isso o aviso  "Ajuda-te que céu te ajudará".

 O centro espírita não tem como função curar o corpo ou resolver os problemas de ordem mundana; o centro espírita, tem como principal objectivo, ajudar a curar a alma, para que depois os benefícios dessa cura, se manifestem no corpo; O nosso corpo, sofre pela forma como pensamos e como agimos com os demais, e mais tarde, na espiritualidade, será a vez do espírito chorar, pelo desprezo às oportunidades evolutivas que foram oferecidas e que não realizou, ainda que através de algum sofrimento.

 

Outro ponto de reflexão: porque sou espírita?

 

Por comodidade não se é espírita!

A doutrina espírita apesar de consoladora, é uma doutrina que incomoda a nossa postura de seres ainda muito arreigados a sentimentos e gostos que nos impedem de evoluir da forma que Jesus nos ensinou "Sede perfeitos","Amai os vossos inimigos", "Dai de graça, o que de graça recebeis"...

Se nos consideramos espíritas, até que ponto nos deixamos envolver doutrinariamente, para que envoltos, neste novo conhecimento passemos a ter uma postura realmente cristã?

Até que ponto, nos ajuda o espiritismo perante as dificuldades?

Ou melhor ainda, até que ponto permitimos nós, que as premissas espíritas nos confortem a alma?

Tornemo-nos vulneráveis, a esta doutrina que nos consola, mas também que nos responsabiliza.

Se somos espíritas, temos a certeza que a morte não é mais do que um fenómeno inerente à vida e que através da morte, comprovamos que a vida continua, uma vez que somos seres imortais... Então, nesta certeza, não permitamos que o desânimo nos visite no momento da morte de uma pessoa que nos é querida...

Se somos espíritas, temos que dar testemunho disso mesmo, não pelas palavras, mas pela forma como vivemos.

Se somos espíritas, deixemo-nos envolver pela doutrina e vivamos em consonância com ela, tendo a certeza que de braços abertos, Jesus nos aguarda no final do caminho!

Sejamos espíritas convictos e por inteiro, o que significa dizer sejamos Cristãos, os seguidores do Cristo!

 

 

Até breve, 14 de Abril 2008...

 

 

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Um recado, que veio de camião...

 

Há dias que apesar de um sol esplendoroso, nos parecem dias pardacentos, apenas porque os pintamos com as cores cinzentas da nossa alma...

 

Um deste dias, em que por motivos vários havia acordado apenas para viver mais um dia, recebi um recado que o guardei intimamente e que agora partilho com o caro cibernauta.

 

Por afazeres profissionais, meti-me à estrada.

 

À minha frente seguia uma camião carregado de areia. O transito na estrada era muito, depois de alguns momentos de viagem em ritmo lento o transito parou. Agora, colado ao camião pude ler um destacável que existia no taipal do veiculo:

 

"Não sou dono do mundo, mas sou filho do Dono!"

 

Interessante!...

Aquela frase no camião, foi o que necessitava naquele manhã para me acordar para a vida - é que muitas vezes passamos a vida como que adormecidos ou anestesiados pelos problemas que criamos e que vamos carregando dia após dia.

 

"Não sou dono do mundo, mas sou filho do dono"

 

Esta frase deve ecoar dentro de nós nos momentos menos bons da nossa vida, nos momentos em que pensamos que estamos abandonados ou nos momentos em que o desânimo nos visita e nos faz sentir tão sem valor!

Mais importante do que sermos os donos, é sermos importantes para alguém. E nós somos realmente muito importantes para Deus, por isso Ele dedicou algures no tempo, um momento para criar cada um de nós!

 

Pensemos como somos importantes!

 

Assim, não lamentemos os nossos desânimos mas antes aprendamos a ser agradecidos pela atenção que Deus nos dedica em cada dia das nossas existências...

 

Passem o recado a outros. "Não sou o dono do mundo, mas sou filho do Dono!"

 

Até breve. 29 de Março de 2008

 

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No Jornal do Universo está publicado o seguinte anúncio :

 

Trabalhador...Gratuito, precisa-se Urgentemente

Entrada: imediata

Habilitações: Basta saber amar

Remuneração: superior à média: muita alegria

Horário: À sua escolha

                           Para contacto, consulte a sua consciência

 

Fomos informados que apesar de muitos terem sido admitidos neste trabalho, ainda há lugares...

Não há data limite de inscrições, porém quanto mais cedo iniciar mais vai ganhar

                    

 

O Trabalhador...

 

Não importa o que fazemos, mas como fazemos.

Não importa o que ganhamos; mais importante do que, o que ganhamos, é o que realizamos...

 

Está na Lei de Deus que o trabalho é uma necessidade.

É pelo trabalho, que o ser se torna melhor e melhor se torna, a sociedade.

 

Quantas vezes pessoas há que lamentam o seu trabalho por não ser condizente com os seus gostos ou até mesmo com as suas capacidades intelectuais.

Não lamentemos por termos aquilo que muitos aspirariam ter, antes vamos mudar em nós, esse sentimento que muitas vezes nos desmotiva às tarefas para as quais fomos chamados.

É justo e todos devemos tentar buscar o trabalho para o qual estamos mais vocacionados  e para o qual melhor possamos estar preparados intelectualmente, porém todas as tarefas do bem são dignas do nosso maior respeito e dedicação, apenas façamos e façamos o melhor que soubermos.

 

A remuneração do nosso trabalho é justa e necessária. A nossa vida neste patamar existencial reclama a necessidade de todo um sistema capaz de nos proporcionar os meio de vivência; porém há tarefas que podemos simplesmente realizá-las tendo como único pagamento a alegria de as fazer.

São tantos os chamamentos que temos à nosso volta, convocando-nos ao trabalho, contudo muitas vezes não damos o verdadeiro valor apenas porque parecem tarefas lúdicas por não serem remuneradas.

Acreditemos que o grande trabalho capaz de enriquecer o homem e o globo é o trabalho gratuito se não, pensemos na riqueza que temos e que foi criada gratuitamente tendo como objectivo o nosso bem-estar:

 

Se Deus não trabalhasse, não teríamos a vida.

Se Deus não trabalhasse para criar a chuva, os campos não produziriam o trigo que nos alimenta

Se Deus não trabalhasse não teríamos a beleza que a natureza nos oferece em cada flor que desponta

Se Deus não trabalhasse não sabíamos o que o é o perfume de uma flor.

Se Deus não trabalhasse, criando as estrelas a noite seria treva.

 

Trabalho gratuito!

Trabalho imenso, apenas para que a nós, Seus filhos nada falte!

 

Sintamo-nos convidados a partilhar gratuitamente do nosso tempo com os outros...

Quantas vezes dizemos que não temos tempo...

É verdade! Não temos tempo apenas porque o tempo não é nosso.

O tempo é de Deus.

Ora se o tempo é de Deus temos o dever de o partilhar.

 

Caro amigo que eventualmente tenha lido o texto até este ponto... deixe que o convide ao trabalho gratuito mas muito gratificante:

Porque não dedicar um pouco do seu tempo a uma tarefa do Centro Espírita que frequenta?

Há muito a realizar, mas por vezes os trabalhadores escasseiam...

Juntos, de mãos dadas e vontades entrelaçadas  poderemos ajudar-nos mutuamente na construção de um mundo melhor.

 

Apesar deste convite ser dirigido aos espíritas em seus centros é também extensivo a todos os amigos não espíritas para que busquem em suas congregações religiosas ou associativas, meios de trabalho gratuito, para o enriquecimento do mundo...

 

Fique bem e que a Paz esteja com todos nós...

Até breve!

 

10 de Março de 2008

 

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Era uma vez...

Um conto para pensar...

 

Na cozinha da avó, as duas primas conversavam e brincavam.
A avó sugeriu que fossem brincar para o jardim, pois estava um dia muito bonito.
As crianças gostaram da sugestão, mas convidaram a avó para as acompanhar.
A relva estava húmida e resolveram caminhar para não se molharem.
Então Teresinha perguntou à avó: "Vovó, se não choveu, porque está a relva molhada?"
A avó respondeu: "Porque o sol se escondeu se escondeu e como ficou mais frio o ar, o vapor de água transformou-se em gotículas de água, junto ao solo nas plantas. Repara aquela gota de água naquela folha, tem as cores do arco íris."
Mas não vejo, disse a Alice.
"Procura outra posição e verás, disse a avó.
-"Ah! Agora vejo. É bonita!"
-"Pois é meu amor. Tudo verde, tudo tão luminoso, tão belo com o sol!

O passeio continuou. O sol começou a aquecer e as crianças foram brincar na relva no seu esconderijo predilecto, debaixo de uma bela árvore, onde havia um banquinho de madeira e uma mesinha.

Ficaram observando os pequenos pássaros que cantavam e ali tinham o seu ninho.

Então Teresinha ao ver um carreirinho onde as formigas passavam e ao se cruzarem paravam ligeiramente e parecia que se cumprimentavam.

A avó chamou a atenção das meninas para esta organização e disse: "Vêem como elas vivem numa comunidade tão organizada?"
- "Até parece que se conhecem! falou Teresinha.
-"Sim, disse a avó, e repara como trabalham todas tão disciplinadamente. Parecem pessoas!"
-" É verdade! Comportam-se como nós dizemos, com civismo - disse Alice.
Bem, as crianças continuaram as suas brincadeiras até que viram uma flor muito bonita que lhes chamou a atenção.
-"Avó, esta flor ontem à noitinha não estava aqui! disse a Teresinha.
-"Estava, estava, só que fechou as suas pétalas, tal como nós fechamos os olhos quando vamos dormir!"
-" Mas ela também dorme?" perguntou Alice.
-" Não, ela com a falta da luz fecha sua corola para se proteger."
-" Avó tudo isso parece com a gente."
-" Sim querida, se olhares a Natureza tudo se parece connosco."
-"Avó, as flores duram pouco tempo. São tão bonitas, mas duram pouco."
-" Sim porque dão origem a sementes e ao fruto. Aquelas hortênsias, por exemplo, estão tão lindas!"
-" Mas ainda há pouco tempo eram só paus. Pareciam que estavam secas,  disse a Teresinha.
-"É verdade, isso foi no Inverno. Mas, com a chegada do sol da Primavera encheram-se de folhas verdes, agora estão cheias de flores que secarão quando chegar o Inverno."
- "É, mas antes do Inverno as folhas das arvores ficam amarelas, vermelhas e depois caem!"
-" É sim, é o Outono. Reparem: A Natureza é como a vida do ser humano. Nascemos, desenvolvemo-nos, ficamos jovens bonitos, como as flores. Temos filhos como as arvores dão frutos e depois envelhecemos."
- " E depois morremos, disse Teresinha. Vovó, não gosto nada dessa parte, de morrer.
- " Nem eu , disse Alice.
Então a avó explicou-lhes:
"Vocês não concordaram que as arvores eram como nós, não foi? Então reparem: a arvore quando deixa cair as folhas parece que morre, mas ela não fica lá e na Primavera ela não rebenta de novo com toda a força?"
- "Sim" Responderam as crianças.
- " Então vocês acham que ela morreu?"
- " Não" disseram as duas.
- " Então que acham que aconteceu? " perguntou a avó.  
- " Ficou a descansar e a ganhar forças para continuar."
- " É sim, tal como nós ."
- " Então nós não morremos avó?"
- " Não meus amores. Nós não morremos nunca, vocês acham que o amor que vos tenho iria algum dia morrer? Não ele aumenta."
- " Mas avó ainda na semana passada morreu a avó velhinha da nossa amiga Aninha.!"
- " O que morreu foi o facto de trabalho da avó velhinha da vossa amiguinha, porque já estava velhinho e já não servia mais, só a fazia sofrer! Era o seu corpo."
- " Mas a nossa amiga chorou muito. "
- " Sim mas a alma da avó velhinha com certeza que está lá a descansar um pouco para se fortalecer e voltar a renascer, como a arvore na Primavera."
- " Então é verdade que nós não morremos? Que bom, avó, eu que tinha tanto medo!, disse Alice.
- " Avó, quando o teu fato de trabalho estiver velhinho tu também vais descansar?"
- " Sim, mas estarei sempre junto de vós, vos abraçando quando vocês pensarem em mim. Porque a nossa alma não morre. Ela é imortal. Vai-se fortalecendo sempre no amor, na bondade na sabedoria, na humildade, renascendo sempre num novo corpo... até ser perfeita."
- " Então avó como pode nascer outra vez?"
- " Vestindo outro fato de trabalho. Por exemplo: a sua mamã está esperando um mano, não é verdade? Então é alguém muito querido que tu esperas que nasça. Esse mano pode ser uma avô velhinho que te ama muito e que para estar contigo vestiu um novo fato de trabalho no corpo do bebé, teu mano. Compreendes?"
- " Como a arvore que continua lá, mas vestiu-se de folhas novinhas, disse Alice.
- " Isso meus amores. Vês como Deus, nosso Criador é sábio? Não ia criar um filho para ao fim da vida de um fato de trabalho acabasse tudo. Deus não seria bom!"
- " É, mas fico triste quando as folhas caem e as arvores ficam nuas parecem mortas."
- " Sim é a fase  mais  triste, mas é necessária para se fortalecerem. É como um período de reflexão. Tal como nós, quando despimos o nosso fato de trabalho."
- " Sim, mas logo de seguida vestimos outro mais bonito, porque se formos boas pessoas, cada vez que vestimos um fato de trabalho (corpo), ele é sempre mais perfeito, mais bonito, tal como a flor bonita que tu viste hoje."
- " Avó, porque a nossa vida é tão parecida com a Natureza?"
- " Porque as Leis de Deus são iguais para todos"

(Conto por Lurdes Barbosa)